quinta-feira, 4 de março de 2021

Arte Povera


Vanguarda italiana de saída do sistema

ARTE POVERA
Performance externa de Michelangelo Pistoletto com Walking Sculpture e participação do público em 2018 no Chile.

Arte povera. Já conhece? Antes de oferecer qualquer definição, vamos conhecer algumas obras de artistas deste movimento e observar importantes aspectos para entender sua proposta.

Michelangelo Pistoletto – Walking Sculpture, 1965-68 – imagem Arch Paper
ARTE POVERA
Jannis Kounellis – Untitled, 1969 – imagem Tate Museum
ARTE POVERA
Pino Pascali – Trap, 1968 – imagem TatMuseum

Michelangelo Pistoletto, Jannis Kounellis e Pino Pascali são alguns dos fundadores do movimento da arte povera. É evidente nas imagens que não se trata de trabalhos tradicionais de pintura e escultura. Os materiais usados nos trabalhos são diferentes, mais próximos de elementos que nos deparamos no dia a dia; as obras são construídas a partir deles.

Em Walking Sculpture, Michelangelo Pistoletto traz uma esfera coberta com pedaços de jornal com notícias sobre os eventos da Itália na década de 60. A escultura é móvel e interativa, na qual o participante se envolve e as notícias circulam o ambiente através da mobilidade da obra.

Em Untitled, de Jannis Kounellis, há uma composição de sacos de linho dispostos no chão com grãos como feijão, lentilha, milho, ervilha e café alinhados à parede. Ao entrar numa galeria de arte e se deparar com esse tipo de material, a estranheza é imediata. E o objetivo está muito próximo disso. Trazer objetos cotidianos para um espaço expositivo nos obriga a repensar nossa própria vida e como é o seu envolvimento com relação à arte.

Em Trap, o artista Pino Pascali constrói uma espécie de armadilha feita de palha de aço. A estrutura se assemelha a emboscadas feitas para caça de animais. Aqui, um único material muito simples como palha de aço, dá espaço à perspectiva poética de construção da obra.

Agora, vamos entender as motivações para a realizações dessas criações.

A arte povera teve início na Itália de 1960. Era um período no qual a pop art, o minimalismo, abstracionismo e outros movimentos ganharam força e espaço na Europa e Estados Unidos.

Dentro disso, os artistas italianos percebem uma mecanização do sistema de arte, no qual os artistas não têm liberdade de criar e se tornam reféns de materiais e suportes tradicionais e motivos autorreferenciais da arte visual para criar suas obras.

O caráter que a arte povera adquire, então, é o de trazer a autonomia de criação para o artista contemporâneo. É uma tomada de posição contrária a todo sistema cultural e social que direciona a perspectiva do artista a criar o que se encaixa dentro do esperado. Não há uma frente agressiva a esse sistema, mas há uma intenção de saída desse sistema, a fim de criar um caminho à parte.

É daí que se desenvolve o termo “povera”, que significa “pobre”. Não se deve entender o termo a partir da conotação econômica, mas como uma ausência de abundância desnecessária e que distancia o homem de sua essência como ser existente no mundo. É sobre recusar tudo que norteia o nosso mundo e não é necessário à essência humana. A riqueza a qual se contrapõe é a de um sistema artístico complexo composto por muitos instrumentos e regências, para realizar um retorno à uma pesquisa artística simples na qual se conectam o artista e sua ideia enquanto ser autônomo e integrante palpável da sociedade.

O termo foi definido por Germano Celant, crítico e curador italiano, que reuniu 12 artistas que compartilhavam destes princípios para montar a exposição Arte Povera – Im Spazio. Sobre este trabalho, lançou o manifesto Arte Povera – Notas sobre uma guerrilha, veiculada pela revista Flash Art em dezembro de 1967. Ali, defende todos os princípios dessa nova proposta e menciona os artistas e a importância de suas proposições.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Vênus de Milo

 

Você conhece a Vênus de Milo?
   

A sua história começou quando foi descoberta em 1820 na ilha de Milo, parte do Império Otomano.

Depois de sua aquisição pela França foi imediatamente exposta no Museu do Louvre, oficialmente como uma obra-prima da prestigiosa geração clássica e atribuída a escola de Praxíteles, tornando-se uma celebridade instantânea e um motivo de orgulho nacionalista.

A obra, de 2,02 m de altura, é composta basicamente de dois grandes segmentos de mármore de Paros, com várias outras partes menores trabalhadas em separado e ligadas entre si por grampos de ferro, uma técnica comum entre os gregos antigos.

A deusa usava joias de metal – braçadeira, brincos e tiara – presumidas pela existência de orifícios de fixação.

Pode ter tido outros adereços, e sua superfície pode ter recebido pintura, que entretanto não deixou traços.

De início a ideia do conservador-chefe do museu, Bernard Lange, era restaurar a obra integralmente, recriando todas as partes que faltavam, prática comum na época, mas como a posição dos braços não podia ser determinada com segurança, resolveu-se fazer um restauro apenas ligeiro na ponta do nariz, no lábio inferior, no dedão do pé direito e em algumas dobras do manto, acrescentando-se também o pé esquerdo e uma base retangular para sustentá-lo.

 

Em maio de 1821 o museu anunciou oficialmente a exposição da Vênus de Milo.

A necessidade de mostrar Vênus de Milo enquanto obra de arte do mais alto valor, a fim de prestigiar o próprio povo francês, complicou em muito o processo de identificação da obra.

A sua postura geral com um movimento espiralado, os seios pequenos e o padrão das dobras do seu manto, por outro lado, concordam com as inovações formais introduzidas pelos escultores helenistas.

Representando uma das deusas mais importantes e veneradas da Antiguidade Clássica, a Vênus de Milo simboliza o ideal de beleza facial e corporal da época.

Sendo uma das poucas obras originais da Antiguidade que chegaram aos nossos dias, sua imperfeição mutilada contrasta com o trabalho preciso do escultor.

Para reproduzir a textura do manto, esculpiu várias dobras e pregas no mármore, como aconteceria num tecido, jogando com luzes e sombras.

Algumas interpretações defendem que a posição da deusa, com o corpo torcido, teria o objetivo de segurar o manto que escorregava.

Tal como aconteceu com outras obras que marcaram a História da Arte, a expressão misteriosa da Vênus e a suavidade de seus traços têm conquistado admiradores ao longo dos tempos.

Os seus cabelos, longos e divididos no meio, estão presos mas revelam a textura ondulada, recriada no mármore pelo escultor.

Segundo alguns especialistas, além da propaganda feita pelo governo francês para promover a obra, a sua fama teria uma outra razão, algo que a torna singular.

Pela posição do corpo e as ondulações no manto e nos cabelos, a mulher parece estar em movimento, vista de todos os ângulos

Embora também não tenha o pé esquerdo, a ausência que mais se destaca na estátua, e também aquela que a imortalizou, é a ausência dos braços.

Talvez por se tratar de uma característica tão marcante, são várias as lendas que procuram adivinhar o que a deusa carregava e como perdeu os membros.

Além da discussão para precisar ao período que ela foi esculpida, continuam as especulações sobre a sua real imagem, como exposto acima, foi adquirida pela França logo depois de ser descoberta, como uma das obras mais emblemáticas da cultura grega e que nunca mais voltou ao seu país de origem.

A Grécia reclama o seu direito à obra da qual foi privada por tanto tempo, pedindo a devolução da estátua até 2020.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Rock: a origem e história do Rock and Roll

 

O Rock é uma vertente musical surgida do termo Rock and Roll. Originou-se nos Estados Unidos na segunda metade do século XX, alcançando seu auge nos anos 70 e 80.

O gênero é fruto de uma combinação de diversos tipos de música, principalmente a música negra, que com o passar do tempo, desdobrou-se também em outros subgêneros.

Hoje em dia ganhou o mundo e mobiliza grande número de pessoas que apreciam a vertente, tendo até uma data em sua homenagem, o Dia Mundial do Rock, em 13 de julho.

Origem do Rock: a semente do estilo musical

O surgimento do rock aconteceu nos EUA como consequência da mistura de outros estilos musicais, com enfoque no jazz, folk, country e rhythm and blues.

As primeiras experimentações ocorreram ainda na década de 40, sobretudo em seus últimos anos, mas foi nos anos 50 que a vertente ganhou contornos mais nítidos.

Os nomes que se destacaram nessa primeira fase foram: Jackie Brenston, Jerry Lee Lewis, Johnny Cash, Jimmy Preston, Little Richard, Bill Haley, Chuck Berry (esse considerado por muitos como o "pai do rock") e outros.

Apesar de quase sempre esquecidas, é importante pontuar a atuação das mulheres nesse contexto. Nomes como Sister Rosetta Tharpe, Memphis Minnie, Aretha Franklin e demais mulheres tiveram enorme importância para a história do rock.

O rock através das décadas

Nos anos 50 surge uma figura que viria a ser considerada mais tarde como "rei do rock", era Elvis Presley. O rapaz branco vindo da cidade de Memphis, no Tennessee, cantava no coro da igreja quando criança e recebeu influência do blues, vertente musical de origem negra.

Elvis Presley
Elvis Presley é considerado o "rei do rock"

Elvis, imitando o estilo de músicos negros, deu ao rock visibilidade com uma postura "rebelde", aliando à sonoridade empolgante uma dança provocativa, tanto que foi chamado de Elvis, The Pelvis.

É importante salientar que, por conta de sua pele branca, Elvis teve maior espaço na mídia da época e foi melhor aceito pela sociedade conservadora americana.

Ainda na década de 50, com as inovações tecnológicas, a guitarra elétrica foi criada, dando um carácter eletrizante para os concertos de rock e vindo a ser um instrumento essencial para o gênero.

Nos anos 60 aparecem novos nomes na cena e o rock ganha ainda mais o coração do público.

Têm destaque nesse momento: The Doors, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Pink Floyd, além das bandas The Beatles e Rolling Stones, que fizeram um sucesso estrondoso, ganhando fãs no mundo todo.

Jimi Hendrix
O roqueiro Jimi Hendrix foi um grande nome no cenário musical dos anos 60

No último ano dessa década acontece o Festival Woodstock entre 15 e 18 de agosto na cidade de Bethel, em Nova Iorque. Esse festival foi marcante na trajetória do rock'n'roll, apresentando músicos importantes da época.

Os anos 70 foram marcados pelo aparecimento de bandas como Queen, Led Zeppelin, Kiss, Black Sabbath, Ramones, The Clash, Sex Pistols, David Bowie, The Runaways (banda exclusivamente feminina).

Nessa fase, os shows eram monumentais, com grande público enchendo enormes locais.

Nos anos 80 o comportamento e estética visual que imperavam eram bastante excêntricos, trazendo muito brilho, penteados e roupas exageradas.

No meio musical não foi diferente, as bandas apresentavam essa ousadia e as que têm destaque são: Bon Jovi, Van Halen, New Order, The Cure, Pretenders, Roxette, e muitas outras.

Já na década de 90, o estilo de rock que despontou foi o grunge, um rock alternativo vindo de Seattle.

A banda de maior sucesso na época foi Nirvana, mas tiveram outros nomes importantes como Pearl Jam, R.E.M, Alice in Chains, Soundgarden, Red Hot Chili Peppers, The Offspring, Green Day.

Nos anos 2000 o rock perdeu um pouco de força por conta da crescente onda pop. Ainda assim, tiveram espaço bandas como Evanescence, The Strokes, Interpol, Arctic Monkeys, Franz Ferdinand, e outras.

As características marcantes do Rock

A palavra rock é uma derivação do termo em inglês rocking and rolling, que pode ser entendido como "balançar e rolar", sugerindo uma dança com conotação sexual. Assim, o rock já surge com uma aura transgressora e rebelde.

Mais do que um tipo de música, também tornou-se um estilo de vida, influenciando várias gerações.

São muitos os subgêneros que se formaram e cada um tem características próprias. Entretanto, podemos dizer que algumas são recorrentes, como:

  • Atitude rebelde e impositiva;
  • Ritmo contagiante;
  • Autenticidade;
  • Caráter contestador;
  • Envolvimento do público.

Instrumentos comuns no rock

Normalmente as bandas de rock contam com 4 ou 5 integrantes, sendo que a base para a sonoridade das músicas é feita a partir de uma guitarra elétrica, bateria, baixo elétrico e teclado ou sintetizadores digitais.

Há ainda algumas bandas que aliam outros instrumentos, como flautas transversais, saxofone e gaita, o que enriquece ainda mais as canções.

Os diversos estilos de rock

Como foi dito, muitos tipos de rock surgiram, com variadas características, agradando um público diverso. Veja quais são esses estilos:

  • Rockabilly
  • Blues Rock
  • Hard Rock
  • Punk Rock
  • Heavy Metal
  • Garage Rock
  • Rock psicodélico
  • Rock progressivo
  • Glam Rock
  • Folk Rock
  • New Wave
  • Rock alternativo
  • Grunge
  • Pop Punk
  • Indie Rock

O rock no Brasil e os seus principais representantes

No Brasil, o rock também teve grandes nomes. Aqui, o estilo musical começou a ganhar força no início dos anos 60.

A primeira representante do gênero foi Celly Campello, com um rock bem inocente. No mesmo estilo surge o movimento de Jovem Guarda, tendo Wanderléa, Roberto Carlos e Erasmo Carlos como ícones.

Mais tarde surgiram bandas que se tornaram verdadeiros clássicos - reconhecidas mundialmente - como Os mutantes, formada em 1966, e Secos e Molhados, já da década de 70. Outro nome importante dessa época é Raul Seixas.

Os mutantes capa
Capa do primeiro álbum de Mutantes, lançado em 1968

Nos anos 80 foi a vez de dançar junto com Blitz, Barão Vermelho, Legião Urbana, Titãs, Kid Abelha, dentre outras, como o Sepultura, estilo de rock mais pesado.

Os anos 90 foram marcados por nomes como Charlie Brown Jr, Nação Zumbi, Angra e Cássia Eller. Já nos anos 2000 fizeram sucesso Los hermanos, Pitty, Fresno, NX Zero e outras.

Atualmente o rock brasileiro apresenta muitas misturas, mesclando estilos, assim como no mundo todo.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

História da Música

A História da música é muito antiga, visto que desde os primórdios os homens produziam diversas formas de sonoridade.

Lembre-se, portanto, que a música é um tipo de arte que trabalha com a harmonia entre os sons, o ritmo, a melodia, a voz.
Todos esses elementos são importantes e podem nos transportar para outro tempo e espaço, resgatar memórias e reacender emoções.

Veremos como essa linguagem artística caminhou durante os séculos até os nossos dias para adquirir as características que possui hoje no Ocidente.

Música na Pré-História

música na pré história
Pintura rupestre encontrada na Espanha exibe várias pessoas dançando, o que sugere a presença de música também

A humanidade possui uma relação longa com a música, sendo essa umas das formas de manifestação cultural mais antigas.

Ainda na pré-história, há mais de 50 mil anos, os seres humanos começaram a desenvolver ações sonoras baseadas na observação dos fenômenos da natureza.

Os ruídos das ondas quebrando na praia, os trovões, a comunicação entre os animais, o barulho do vento balançando as árvores, as batidas do coração; tudo isso influenciou as pessoas a também explorarem os sons que seus próprios corpos produziam. Como, por exemplo, os sons das palmas, dos pés batendo no chão, da própria voz, entre outros.

Nessa época, tais experimentações não eram consideradas arte propriamente e estavam relacionadas à comunicação, aos ritos sagrados e à dança.

A Evolução da Música

Música no Egito

Música no Egito Antigo
Representação de músicos no Antigo Egito

No Egito Antigo, ainda no século 4.000 a.C., a música era muito presente, configurando um importante elemento religioso. Os egípcios consideravam que essa forma de arte era uma invenção do deus Thoth e que outro deus, Osíris, a utilizou como uma maneira para civilizar o mundo.

A música era empregada de forma a complementar os rituais sagrados em torno da agricultura, que era farta na região e os instrumentos utilizados eram harpas, flautas, instrumentos de percussão e cítara - que é um instrumento de cordas derivado da lira.

Música na Mesopotâmia

música na mesopotâmia
Músicos assírios tocando instrumentos

Na região da Mesopotâmia, localizada entre os rios Tigre e Eufrates, habitavam os povos sumérios, assírios e babilônios. Foram encontradas harpas de 3 a 20 cordas na região onde os sumérios viviam e estima-se que sejam objetos com mais de 5 mil anos. Também foram descobertas cítaras que pertenceram ao povo assírio.

Música na China e na Índia

música na antiguidade
À esquerda, representação de pessoa tocando instrumento na Índia; à direita, flautas chinesas encontradas por arqueólogos

Na Ásia - em torno de 3.000 a.C. - a atividade musical prosperou na Índia e China. Nessas regiões, ela também estava fortemente relacionada à espiritualidade.

O instrumento mais popular entre os chineses era a cítara e o sistema musical utilizado era a escala de cinco tons - pentatônica.

Já na Índia, em 800 a.C., o método musical era o de "ragas", que não utilizava notas musicais e era composto de tons e semitons.

Música na Grécia e em Roma

música grega
Representação de pessoa tocando instrumento na Grécia Antiga

Podemos observar que a cultura musical na Grécia Antiga funcionava como uma espécie de elo entre os homens e as divindades. Tanto que a palavra "música" provém do termo grego mousikē, que significa "a arte das musas". As musas eram as deusas que guiavam e inspiravam as ciências e as artes.

É importante ressaltar que Pitágoras, grande filósofo grego, foi o responsável por estabelecer relações entre a matemática e a música, descobrindo as notas e os intervalos musicais.

Sabe-se que na Roma Antiga, muitas manifestações artísticas foram heranças da cultura grega, como a pintura e a escultura. Supõe-se, dessa forma, que o mesmo ocorreu com a música. Entretanto, diferente dos gregos, os romanos usufruíam dessa arte de maneira mais ampla e cotidiana.

Música na Idade Média

canto medieval
Pintura exibindo cantores medievais

Durante a Idade Média a Igreja Católica esteve bastante presente na sociedade europeia e ditava a conduta moral, social, política e artística.

Naquela época, a música teve uma presença marcante nos cultos católicos. O Papa Gregório I - século VI - classificou e compilou as regras para o canto que deveria ser entoado nas cerimônias da Igreja e intitulou-o como canto gregoriano.

Outra expressão musical do período que merece destaque são as chamadas Cantigas de Santa Maria, que agregam 427 composições produzidas em galego-português e divididas em quatro manuscritos.

Uma importante compositora medieval foi Hidelgard Von Bingen, também conhecida como Sibila do Reino.

Música no Renascimento

música no renascimento
Pintura de Gerard van Honthorst (1623) retratando músicos no Renascimento

Já na época renascentista - que compreende o século XIV até o século XVI - a cultura sofreu transformações e os interesses estavam voltados para a razão, a ciência e o conhecimento do próprio ser humano.

Tais preocupações se refletiram também na música, que apresentava características mais universais e buscava se distanciar dos costumes da Igreja.

Uma característica significativa da música nesse período foi a polifonia, que compreende a combinação simultânea de quatro ou mais sons.

Podemos citar como um grande compositor da Renascença Thomas Weelkes.

Música no Barroco

Antonio Vivaldi
O compositor italiano Antonio Vivaldi foi um grande expoente da música barroca

A partir do século XVII, o movimento barroco promove mudanças marcantes no cenário musical.

Foi um período bastante fértil e importante para a música ocidental e apresentava novos contornos tonais, com a utilização do modo jônico (modo “maior”) e modo eólio (modo “menor”).

O surgimento das óperas e das orquestras de câmaras também acontece nessa fase, assim como o virtuosismo dos músicos ao tocar os instrumentos. Os maiores representantes da música barroca foram Antonio Vivaldi, Johann Sebastian Bach, Domenico Scarlatti, entre outros.

Música no Classicismo

música clássica
Retrato dos artistas Haydn, Mozart e Beethoven

No Classicismo, que corresponde ao período em torno de 1750 e 1830, a música adquire objectividade, equilíbrio e clareza formal, conceitos já utilizados na Grécia Antiga.

Nessa época, a música instrumental e as orquestras ganham ainda mais destaque. O piano toma o lugar do cravo e novas estruturas musicais são criadas, como a sonata, a sinfonia, o concerto e o quarteto de cordas.

Os artistas que se sobressaíram são Haydn, Mozart e Beethoven.

Música no Romantismo

Chopin
Pintura retratando o compositor Fréderic Chopin

No século XIX, o movimento cultural que surgiu na Europa foi o Romantismo. A música predominante tinha como qualidades a liberdade e a fluidez, e primava também pela intensidade e vigor emocional.

Esse período musical é inaugurado pelo compositor alemão Beethoven - com a Sinfonia nº3 - e passa por nomes como Chopin, Schumann e sua esposa Clara Shumann, Wagner, Verdi, Tchaikovsky, R. Strauss, entre outros.

Música no Século XX

Rádio
Com o surgimento do rádio no século XX, a música tomou outras proporções

No século XX, a música ganha nova roupagem e uma grande transformação ocorre com o surgimento do rádio.

Novas tecnologias e suportes para a gravação e divulgação musical ajudam a popularizar essa linguagem artística e projetar cantores e compositores, já que eles não dependiam somente dos concertos musicais.

Com uma cartela de opções mais variadas, o público começa a ter contato com outros tipos de música.

É importante também destacar a presença da música atonal - ou seja, que não possui um centro tonal nem uma tonalidade preponderante. Há também a dodecafônica, que trata as doze notas da escala cromática como equivalentes.

Alguns artistas também passam a incorporar novos elementos em suas produções, como instrumentos até então pouco explorados e objetos sonoros.

Um exemplo é o multi-instrumentista brasileiro Hermeto Pascoal, que tira sons tanto de flautas e pianos como de objetos do cotidiano como chaleiras, pentes, copos d'água e brocas de dentistas. A compositora Adriana Calcanhoto também possui um projeto de música infantil que faz uso de diversos brinquedos para produzir suas composições.

Podemos citar como grandes nomes da música do século XX o brasileiro Heitor Villa-Lobos, o russo Igor Stravinsky, o nigeriano Fela Kuti, a pianista carioca Chiquinha Gonzaga, o norte-americano Louis Armstrong, a francesa Lili Boulanger, o argentino Astor Piazzolla, e muitos outros.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Mestres do Surrealismo: Dorothea Tanning e Hans Arp

 

6. Dorothea Tanning, (1910-2012)

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Eine Kleine Nachtmusik

Foi uma pintora, escultora e escritora norte-americana. Ela também desenhou cenários e figurinos para balé e teatro. Em 1941 se tornou membro do grupo surrealista quando os integrantes passaram a frequentar a galeria Julien Levy, em seu período de exílio durante a Segunda Guerra. Nesta época ela conhece André Breton, Ives Tanguy e o pintor Max Ernst com quem se casou logo depois.

7. Hans Arp, (1886-1966)

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Shirt Front and Fork

Figura marcante e peculiar no cenário das vanguardas europeias, Jean Arp participou do Grupo Cavaleiro Azul, foi importante artista Dada, Surrealista e ligado ao Abstracionismo dos grupos Círculo e Quadrado e Abstração-Criação.

Pintor, escultor, artista gráfico e poeta, Jean ou Hans (segundo a forma francesa ou alemã) Arp buscou mostrar em sua arte a simplicidade e a pureza das formas.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Mestres do Surrealismo: André Masson e Joan Miró

 

4. André Masson, (1896-1987)

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Les Coqs Rouges

Esse importante artista surrealista, que está na origem do Expressionismo Abstrato norte-americano, dedicou toda a sua vida à arte, salvo nos anos que se seguiram à guerra, quando, gravemente ferido e após longa estadia em hospitais, viu-se em dificuldades financeiras e passou a trabalhar em outras atividades.

5. Joan Miró, (1893-1983)

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“O Galo” e “Interiores Holandeses”

Joan Miró foi um influente pintor, escultor, ceramista e gravurista do século XX, nascido em Barcelona. Ele começou a desenhar quando era menino, e mais tarde frequentou uma escola de negócios, assim como a Escola de Belas Artes de La Lonja.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Mestres do surrealismo: Max Ernst e René Magritte

 

2. Max Ernst, (1891-1976)

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Anjo da Lareira (o Triunfo do Surrealismo)

Max Ernst foi um pintor alemão, naturalizado norte-americano e depois francês. Também praticou a poesia. Em 1914 Ernst veio a conhecer o surrealismo através de um grande pintor surrealista, Jean Arp, pelo qual manteve a amizade pela vida inteira.

3. René Magritte, (1898-1967)

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Intermission

René François Ghislain Magritte foi um dos principais artistas surrealistas belgas, ao lado de Paul Delvaux. Ele nasceu na Bélgica e depois de frequentar a escola de arte em Bruxelas, trabalhou com publicidade para se sustentar enquanto experimentava a sua pintura.