Performance externa de Michelangelo Pistoletto com Walking Sculpture e participação do público em 2018 no Chile.
Arte povera. Já conhece? Antes de oferecer qualquer definição, vamos
conhecer algumas obras de artistas deste movimento e observar
importantes aspectos para entender sua proposta.
Michelangelo Pistoletto – Walking Sculpture, 1965-68 – imagem Arch Paper
Jannis Kounellis – Untitled, 1969 – imagem Tate Museum
Pino Pascali – Trap, 1968 – imagem TatMuseum
Michelangelo Pistoletto, Jannis Kounellis e Pino Pascali são alguns
dos fundadores do movimento da arte povera. É evidente nas imagens que
não se trata de trabalhos tradicionais de pintura e escultura. Os
materiais usados nos trabalhos são diferentes, mais próximos de
elementos que nos deparamos no dia a dia; as obras são construídas a
partir deles.
Em Walking Sculpture, Michelangelo Pistoletto traz
uma esfera coberta com pedaços de jornal com notícias sobre os eventos
da Itália na década de 60. A escultura é móvel e interativa, na qual o
participante se envolve e as notícias circulam o ambiente através da
mobilidade da obra.
Em Untitled, de Jannis Kounellis, há uma composição
de sacos de linho dispostos no chão com grãos como feijão, lentilha,
milho, ervilha e café alinhados à parede. Ao entrar numa galeria de arte
e se deparar com esse tipo de material, a estranheza é imediata. E o
objetivo está muito próximo disso. Trazer objetos cotidianos
para um espaço expositivo nos obriga a repensar nossa própria vida e
como é o seu envolvimento com relação à arte.
Em Trap, o artista Pino Pascali constrói uma espécie
de armadilha feita de palha de aço. A estrutura se assemelha a
emboscadas feitas para caça de animais. Aqui, um único material muito
simples como palha de aço, dá espaço à perspectiva poética de construção
da obra.
Agora, vamos entender as motivações para a realizações dessas criações.
A arte povera teve início na Itália de 1960. Era um
período no qual a pop art, o minimalismo, abstracionismo e outros
movimentos ganharam força e espaço na Europa e Estados Unidos.
Dentro disso, os artistas italianos percebem uma mecanização do
sistema de arte, no qual os artistas não têm liberdade de criar e se
tornam reféns de materiais e suportes tradicionais e motivos
autorreferenciais da arte visual para criar suas obras.
O caráter que a arte povera adquire, então, é o de trazer a autonomia de criação para o artista contemporâneo.
É uma tomada de posição contrária a todo sistema cultural e social que
direciona a perspectiva do artista a criar o que se encaixa dentro do
esperado. Não há uma frente agressiva a esse sistema, mas há uma
intenção de saída desse sistema, a fim de criar um caminho à parte.
É daí que se desenvolve o termo “povera”, que significa “pobre”. Não
se deve entender o termo a partir da conotação econômica, mas como uma
ausência de abundância desnecessária e que distancia o homem de sua
essência como ser existente no mundo. É sobre recusar tudo que norteia o nosso mundo e não é necessário à essência humana.
A riqueza a qual se contrapõe é a de um sistema artístico complexo
composto por muitos instrumentos e regências, para realizar um retorno à
uma pesquisa artística simples na qual se conectam o artista e sua
ideia enquanto ser autônomo e integrante palpável da sociedade.
O termo foi definido por Germano Celant, crítico e curador italiano,
que reuniu 12 artistas que compartilhavam destes princípios para montar a
exposição Arte Povera – Im Spazio. Sobre este
trabalho, lançou o manifesto Arte Povera – Notas sobre uma guerrilha,
veiculada pela revista Flash Art em dezembro de 1967. Ali, defende todos
os princípios dessa nova proposta e menciona os artistas e a
importância de suas proposições.
A sua história começou quando foi descoberta em 1820 na ilha de Milo, parte do Império Otomano.
Depois de sua aquisição pela França foi imediatamente exposta no
Museu do Louvre, oficialmente como uma obra-prima da prestigiosa geração
clássica e atribuída a escola de Praxíteles, tornando-se uma
celebridade instantânea e um motivo de orgulho nacionalista.
A obra, de 2,02 m de altura, é composta basicamente de dois grandes
segmentos de mármore de Paros, com várias outras partes menores
trabalhadas em separado e ligadas entre si por grampos de ferro, uma
técnica comum entre os gregos antigos.
A deusa usava joias de metal – braçadeira, brincos e tiara – presumidas pela existência de orifícios de fixação.
Pode ter tido outros adereços, e sua superfície pode ter recebido pintura, que entretanto não deixou traços.
De início a ideia do conservador-chefe do museu, Bernard Lange, era
restaurar a obra integralmente, recriando todas as partes que faltavam,
prática comum na época, mas como a posição dos braços não podia ser
determinada com segurança, resolveu-se fazer um restauro apenas ligeiro
na ponta do nariz, no lábio inferior, no dedão do pé direito e em
algumas dobras do manto, acrescentando-se também o pé esquerdo e uma
base retangular para sustentá-lo.
Em maio de 1821 o museu anunciou oficialmente a exposição da Vênus de Milo.
A necessidade de mostrar Vênus de Milo enquanto obra de arte do mais
alto valor, a fim de prestigiar o próprio povo francês, complicou em
muito o processo de identificação da obra.
A sua postura geral com um movimento espiralado, os seios pequenos e o
padrão das dobras do seu manto, por outro lado, concordam com as
inovações formais introduzidas pelos escultores helenistas.
Representando uma das deusas mais importantes e veneradas da
Antiguidade Clássica, a Vênus de Milo simboliza o ideal de beleza facial
e corporal da época.
Sendo uma das poucas obras originais da Antiguidade que chegaram aos
nossos dias, sua imperfeição mutilada contrasta com o trabalho preciso
do escultor.
Para reproduzir a textura do manto, esculpiu várias dobras e pregas
no mármore, como aconteceria num tecido, jogando com luzes e sombras.
Algumas interpretações defendem que a posição da deusa, com o corpo
torcido, teria o objetivo de segurar o manto que escorregava.
Tal como aconteceu com outras obras que marcaram a História da Arte, a
expressão misteriosa da Vênus e a suavidade de seus traços têm
conquistado admiradores ao longo dos tempos.
Os seus cabelos, longos e divididos no meio, estão presos mas revelam a textura ondulada, recriada no mármore pelo escultor.
Segundo alguns especialistas, além da propaganda feita pelo governo
francês para promover a obra, a sua fama teria uma outra razão, algo que
a torna singular.
Pela posição do corpo e as ondulações no manto e nos cabelos, a mulher parece estar em movimento, vista de todos os ângulos
Embora também não tenha o pé esquerdo, a ausência que mais se destaca
na estátua, e também aquela que a imortalizou, é a ausência dos braços.
Talvez por se tratar de uma característica tão marcante, são várias
as lendas que procuram adivinhar o que a deusa carregava e como perdeu
os membros.
Além da discussão para precisar ao período que ela foi esculpida,
continuam as especulações sobre a sua real imagem, como exposto acima,
foi adquirida pela França logo depois de ser descoberta, como uma das
obras mais emblemáticas da cultura grega e que nunca mais voltou ao seu
país de origem.
A Grécia reclama o seu direito à obra da qual foi privada por tanto tempo, pedindo a devolução da estátua até 2020.
O Rock é uma vertente musical surgida do termo Rock and Roll. Originou-se nos Estados Unidos na segunda metade do século XX, alcançando seu auge nos anos 70 e 80.
O
gênero é fruto de uma combinação de diversos tipos de música,
principalmente a música negra, que com o passar do tempo, desdobrou-se
também em outros subgêneros.
Hoje em dia ganhou o mundo e mobiliza
grande número de pessoas que apreciam a vertente, tendo até uma data em
sua homenagem, o Dia Mundial do Rock, em 13 de julho.
Origem do Rock: a semente do estilo musical
O
surgimento do rock aconteceu nos EUA como consequência da mistura de
outros estilos musicais, com enfoque no jazz, folk, country e rhythm and
blues.
As primeiras experimentações ocorreram ainda na década de
40, sobretudo em seus últimos anos, mas foi nos anos 50 que a vertente
ganhou contornos mais nítidos.
Os nomes que se destacaram nessa
primeira fase foram: Jackie Brenston, Jerry Lee Lewis, Johnny Cash,
Jimmy Preston, Little Richard, Bill Haley, Chuck Berry (esse considerado por muitos como o "pai do rock") e outros.
Apesar
de quase sempre esquecidas, é importante pontuar a atuação das mulheres
nesse contexto. Nomes como Sister Rosetta Tharpe, Memphis Minnie,
Aretha Franklin e demais mulheres tiveram enorme importância para a
história do rock.
O rock através das décadas
Nos anos 50 surge uma figura que viria a ser considerada mais tarde como "rei do rock", era Elvis Presley.
O rapaz branco vindo da cidade de Memphis, no Tennessee, cantava no
coro da igreja quando criança e recebeu influência do blues, vertente
musical de origem negra.
Elvis Presley é considerado o "rei do rock"
Elvis,
imitando o estilo de músicos negros, deu ao rock visibilidade com uma
postura "rebelde", aliando à sonoridade empolgante uma dança
provocativa, tanto que foi chamado de Elvis, The Pelvis.
É
importante salientar que, por conta de sua pele branca, Elvis teve
maior espaço na mídia da época e foi melhor aceito pela sociedade
conservadora americana.
Ainda na década de 50, com as inovações
tecnológicas, a guitarra elétrica foi criada, dando um carácter
eletrizante para os concertos de rock e vindo a ser um instrumento
essencial para o gênero.
Nos anos 60 aparecem novos nomes na cena e o rock ganha ainda mais o coração do público.
Têm
destaque nesse momento: The Doors, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Pink
Floyd, além das bandas The Beatles e Rolling Stones, que fizeram um
sucesso estrondoso, ganhando fãs no mundo todo.
O roqueiro Jimi Hendrix foi um grande nome no cenário musical dos anos 60
No
último ano dessa década acontece o Festival Woodstock entre 15 e 18 de
agosto na cidade de Bethel, em Nova Iorque. Esse festival foi marcante
na trajetória do rock'n'roll, apresentando músicos importantes da época.
Os anos 70
foram marcados pelo aparecimento de bandas como Queen, Led Zeppelin,
Kiss, Black Sabbath, Ramones, The Clash, Sex Pistols, David Bowie, The
Runaways (banda exclusivamente feminina).
Nessa fase, os shows eram monumentais, com grande público enchendo enormes locais.
Nos anos 80 o comportamento e estética visual que imperavam eram bastante excêntricos, trazendo muito brilho, penteados e roupas exageradas.
No
meio musical não foi diferente, as bandas apresentavam essa ousadia e
as que têm destaque são: Bon Jovi, Van Halen, New Order, The Cure,
Pretenders, Roxette, e muitas outras.
Já na década de 90, o estilo de rock que despontou foi o grunge, um rock alternativo vindo de Seattle.
A
banda de maior sucesso na época foi Nirvana, mas tiveram outros nomes
importantes como Pearl Jam, R.E.M, Alice in Chains, Soundgarden, Red Hot
Chili Peppers, The Offspring, Green Day.
Nos anos 2000 o
rock perdeu um pouco de força por conta da crescente onda pop. Ainda
assim, tiveram espaço bandas como Evanescence, The Strokes, Interpol,
Arctic Monkeys, Franz Ferdinand, e outras.
As características marcantes do Rock
A palavra rock é uma derivação do termo em inglês rocking and rolling,
que pode ser entendido como "balançar e rolar", sugerindo uma dança com
conotação sexual. Assim, o rock já surge com uma aura transgressora e
rebelde.
Mais do que um tipo de música, também tornou-se um estilo de vida, influenciando várias gerações.
São
muitos os subgêneros que se formaram e cada um tem características
próprias. Entretanto, podemos dizer que algumas são recorrentes, como:
Atitude rebelde e impositiva;
Ritmo contagiante;
Autenticidade;
Caráter contestador;
Envolvimento do público.
Instrumentos comuns no rock
Normalmente
as bandas de rock contam com 4 ou 5 integrantes, sendo que a base para a
sonoridade das músicas é feita a partir de uma guitarra elétrica,
bateria, baixo elétrico e teclado ou sintetizadores digitais.
Há
ainda algumas bandas que aliam outros instrumentos, como flautas
transversais, saxofone e gaita, o que enriquece ainda mais as canções.
Os diversos estilos de rock
Como
foi dito, muitos tipos de rock surgiram, com variadas características,
agradando um público diverso. Veja quais são esses estilos:
Rockabilly
Blues Rock
Hard Rock
Punk Rock
Heavy Metal
Garage Rock
Rock psicodélico
Rock progressivo
Glam Rock
Folk Rock
New Wave
Rock alternativo
Grunge
Pop Punk
Indie Rock
O rock no Brasil e os seus principais representantes
No Brasil, o rock também teve grandes nomes. Aqui, o estilo musical começou a ganhar força no início dos anos 60.
A
primeira representante do gênero foi Celly Campello, com um rock bem
inocente. No mesmo estilo surge o movimento de Jovem Guarda, tendo
Wanderléa, Roberto Carlos e Erasmo Carlos como ícones.
Mais tarde
surgiram bandas que se tornaram verdadeiros clássicos - reconhecidas
mundialmente - como Os mutantes, formada em 1966, e Secos e Molhados, já
da década de 70. Outro nome importante dessa época é Raul Seixas.
Capa do primeiro álbum de Mutantes, lançado em 1968
Nos
anos 80 foi a vez de dançar junto com Blitz, Barão Vermelho, Legião
Urbana, Titãs, Kid Abelha, dentre outras, como o Sepultura, estilo de
rock mais pesado.
Os anos 90 foram marcados por nomes como Charlie
Brown Jr, Nação Zumbi, Angra e Cássia Eller. Já nos anos 2000 fizeram
sucesso Los hermanos, Pitty, Fresno, NX Zero e outras.
Atualmente o rock brasileiro apresenta muitas misturas, mesclando estilos, assim como no mundo todo.
A História da música é muito antiga, visto que desde os primórdios os homens produziam diversas formas de sonoridade.
Lembre-se, portanto, que a música é um tipo de arte que trabalha com a harmonia entre os sons, o ritmo, a melodia, a voz.
Todos esses elementos são importantes e podem nos transportar para outro tempo e espaço, resgatar memórias e reacender emoções.
Veremos
como essa linguagem artística caminhou durante os séculos até os nossos
dias para adquirir as características que possui hoje no Ocidente.
Música na Pré-História
Pintura rupestre encontrada na Espanha exibe várias pessoas dançando, o que sugere a presença de música também
A humanidade possui uma relação longa com a música, sendo essa umas das formas de manifestação cultural mais antigas.
Ainda na pré-história,
há mais de 50 mil anos, os seres humanos começaram a desenvolver ações
sonoras baseadas na observação dos fenômenos da natureza.
Os
ruídos das ondas quebrando na praia, os trovões, a comunicação entre os
animais, o barulho do vento balançando as árvores, as batidas do
coração; tudo isso influenciou as pessoas a também explorarem os sons
que seus próprios corpos produziam. Como, por exemplo, os sons das
palmas, dos pés batendo no chão, da própria voz, entre outros.
Nessa
época, tais experimentações não eram consideradas arte propriamente e
estavam relacionadas à comunicação, aos ritos sagrados e à dança.
A Evolução da Música
Música no Egito
Representação de músicos no Antigo Egito
No Egito Antigo,
ainda no século 4.000 a.C., a música era muito presente, configurando
um importante elemento religioso. Os egípcios consideravam que essa
forma de arte era uma invenção do deus Thoth e que outro deus, Osíris, a utilizou como uma maneira para civilizar o mundo.
A
música era empregada de forma a complementar os rituais sagrados em
torno da agricultura, que era farta na região e os instrumentos
utilizados eram harpas, flautas, instrumentos de percussão e cítara -
que é um instrumento de cordas derivado da lira.
Música na Mesopotâmia
Músicos assírios tocando instrumentos
Na região da Mesopotâmia,
localizada entre os rios Tigre e Eufrates, habitavam os povos sumérios,
assírios e babilônios. Foram encontradas harpas de 3 a 20 cordas na
região onde os sumérios viviam e estima-se que sejam objetos com mais de
5 mil anos. Também foram descobertas cítaras que pertenceram ao povo
assírio.
Música na China e na Índia
À esquerda, representação de pessoa tocando instrumento na Índia; à direita, flautas chinesas encontradas por arqueólogos
Na
Ásia - em torno de 3.000 a.C. - a atividade musical prosperou na Índia e
China. Nessas regiões, ela também estava fortemente relacionada à
espiritualidade.
O instrumento mais popular entre os chineses era a cítara e o sistema musical utilizado era a escala de cinco tons - pentatônica.
Já na Índia, em 800 a.C., o método musical era o de "ragas", que não utilizava notas musicais e era composto de tons e semitons.
Música na Grécia e em Roma
Representação de pessoa tocando instrumento na Grécia Antiga
Podemos observar que a cultura musical na Grécia Antiga funcionava como uma espécie de elo entre os homens e as divindades. Tanto que a palavra "música" provém do termo grego mousikē, que significa "a arte das musas". As musas eram as deusas que guiavam e inspiravam as ciências e as artes.
É importante ressaltar que Pitágoras,
grande filósofo grego, foi o responsável por estabelecer relações entre
a matemática e a música, descobrindo as notas e os intervalos musicais.
Sabe-se que na Roma Antiga,
muitas manifestações artísticas foram heranças da cultura grega, como a
pintura e a escultura. Supõe-se, dessa forma, que o mesmo ocorreu com a
música. Entretanto, diferente dos gregos, os romanos usufruíam dessa
arte de maneira mais ampla e cotidiana.
Música na Idade Média
Pintura exibindo cantores medievais
Durante a Idade Média a Igreja Católica esteve bastante presente na sociedade europeia e ditava a conduta moral, social, política e artística.
Naquela
época, a música teve uma presença marcante nos cultos católicos. O Papa
Gregório I - século VI - classificou e compilou as regras para o canto
que deveria ser entoado nas cerimônias da Igreja e intitulou-o como canto gregoriano.
Outra expressão musical do período que merece destaque são as chamadas Cantigas de Santa Maria, que agregam 427 composições produzidas em galego-português e divididas em quatro manuscritos.
Uma importante compositora medieval foi Hidelgard Von Bingen, também conhecida como Sibila do Reino.
Música no Renascimento
Pintura de Gerard van Honthorst (1623) retratando músicos no Renascimento
Já
na época renascentista - que compreende o século XIV até o século XVI -
a cultura sofreu transformações e os interesses estavam voltados para a
razão, a ciência e o conhecimento do próprio ser humano.
Tais
preocupações se refletiram também na música, que apresentava
características mais universais e buscava se distanciar dos costumes da
Igreja.
Uma característica significativa da música nesse período foi a polifonia, que compreende a combinação simultânea de quatro ou mais sons.
Podemos citar como um grande compositor da Renascença Thomas Weelkes.
Música no Barroco
O compositor italiano Antonio Vivaldi foi um grande expoente da música barroca
A partir do século XVII, o movimento barroco promove mudanças marcantes no cenário musical.
Foi
um período bastante fértil e importante para a música ocidental e
apresentava novos contornos tonais, com a utilização do modo jônico
(modo “maior”) e modo eólio (modo “menor”).
O
surgimento das óperas e das orquestras de câmaras também acontece nessa
fase, assim como o virtuosismo dos músicos ao tocar os instrumentos. Os
maiores representantes da música barroca foram Antonio Vivaldi, Johann
Sebastian Bach, Domenico Scarlatti, entre outros.
Música no Classicismo
Retrato dos artistas Haydn, Mozart e Beethoven
No Classicismo,
que corresponde ao período em torno de 1750 e 1830, a música adquire
objectividade, equilíbrio e clareza formal, conceitos já utilizados na
Grécia Antiga.
Nessa época, a música instrumental e as orquestras
ganham ainda mais destaque. O piano toma o lugar do cravo e novas
estruturas musicais são criadas, como a sonata, a sinfonia, o concerto e
o quarteto de cordas.
Os artistas que se sobressaíram são Haydn, Mozart e Beethoven.
Música no Romantismo
Pintura retratando o compositor Fréderic Chopin
No
século XIX, o movimento cultural que surgiu na Europa foi o Romantismo.
A música predominante tinha como qualidades a liberdade e a fluidez, e
primava também pela intensidade e vigor emocional.
Esse período musical é inaugurado pelo compositor alemão Beethoven - com a Sinfonia nº3 - e passa por nomes como Chopin, Schumann e sua esposa Clara Shumann, Wagner, Verdi, Tchaikovsky, R. Strauss, entre outros.
Música no Século XX
Com o surgimento do rádio no século XX, a música tomou outras proporções
No século XX, a música ganha nova roupagem e uma grande transformação ocorre com o surgimento do rádio.
Novas
tecnologias e suportes para a gravação e divulgação musical ajudam a
popularizar essa linguagem artística e projetar cantores e compositores,
já que eles não dependiam somente dos concertos musicais.
Com uma cartela de opções mais variadas, o público começa a ter contato com outros tipos de música.
É importante também destacar a presença da música atonal - ou seja, que não possui um centro tonal nem uma tonalidade preponderante. Há também a dodecafônica, que trata as doze notas da escala cromática como equivalentes.
Alguns
artistas também passam a incorporar novos elementos em suas produções,
como instrumentos até então pouco explorados e objetos sonoros.
Um
exemplo é o multi-instrumentista brasileiro Hermeto Pascoal, que tira
sons tanto de flautas e pianos como de objetos do cotidiano como
chaleiras, pentes, copos d'água e brocas de dentistas. A compositora
Adriana Calcanhoto também possui um projeto de música infantil que faz
uso de diversos brinquedos para produzir suas composições.
Podemos citar como grandes nomes da música do século XX o brasileiro Heitor Villa-Lobos, o russo Igor Stravinsky, o nigeriano Fela Kuti, a pianista carioca Chiquinha Gonzaga, o norte-americano Louis Armstrong, a francesa Lili Boulanger, o argentino Astor Piazzolla, e muitos outros.
Foi uma pintora, escultora e escritora norte-americana. Ela também
desenhou cenários e figurinos para balé e teatro. Em 1941 se tornou
membro do grupo surrealista quando os integrantes passaram a frequentar a
galeria Julien Levy, em seu período de exílio durante a Segunda Guerra.
Nesta época ela conhece André Breton, Ives Tanguy e o pintor Max Ernst
com quem se casou logo depois.
7. Hans Arp, (1886-1966)
Shirt Front and Fork
Figura marcante e peculiar no cenário das vanguardas europeias, Jean Arp participou do Grupo Cavaleiro Azul, foi importante artista Dada, Surrealista e ligado ao Abstracionismo dos grupos Círculo e Quadrado e Abstração-Criação.
Pintor, escultor, artista gráfico e poeta, Jean ou Hans (segundo a
forma francesa ou alemã) Arp buscou mostrar em sua arte a simplicidade e
a pureza das formas.
Esse importante artista surrealista, que está na origem do
Expressionismo Abstrato norte-americano, dedicou toda a sua vida à arte,
salvo nos anos que se seguiram à guerra, quando, gravemente ferido e
após longa estadia em hospitais, viu-se em dificuldades financeiras e
passou a trabalhar em outras atividades.
5. Joan Miró, (1893-1983)
“O Galo” e “Interiores Holandeses”
Joan Miró
foi um influente pintor, escultor, ceramista e gravurista do século XX,
nascido em Barcelona. Ele começou a desenhar quando era menino, e mais
tarde frequentou uma escola de negócios, assim como a Escola de Belas
Artes de La Lonja.
Max Ernst foi um pintor alemão, naturalizado norte-americano e depois
francês. Também praticou a poesia. Em 1914 Ernst veio a conhecer o
surrealismo através de um grande pintor surrealista, Jean Arp, pelo qual
manteve a amizade pela vida inteira.
3. René Magritte, (1898-1967)
Intermission
René François Ghislain Magritte foi um dos principais artistas
surrealistas belgas, ao lado de Paul Delvaux. Ele nasceu na Bélgica e
depois de frequentar a escola de arte em Bruxelas, trabalhou com
publicidade para se sustentar enquanto experimentava a sua pintura.